30/04/2010

Vida no nomadismo

Existe alguma coisa de vívido no nomadismo. Sai daqui, chega acolá. Mudar de lugar cansa, e talvez seja o cansaço o melhor índice de vida. E há algo de mórbido no sedentarismo, como se o conforto e a quietude matassem, como se fosse necessário mudar de tempos em tempos para se continuar vivo.

27/04/2010

Sobre o ir ao Rio e voltar



Imitando a Revista da Gol, mas sem nenhuma vontade de ser entrevistado também:
QUEM Paulo Victor O QUE FAZ Estudo DE ONDE Salvador PARA ONDE Rio de Janeiro POR QUÊ Visitar uma pessoa querida


E dentre tantas páginas a serem escritas e milhas a se percorrer, um desejo de um reencontro urgente.

Se toda ida pressupõe um retorno, ir ao Rio pressupõe voltar para Salvador - e isso é tão óbvio quanto ter a passagem de volta já comprada. E estar fora também pressupõe ausências. E por mais estranho que pareça, Salvador fez falta. Constituiu-se vazio, sim.

Bem poderia dizer que já gosto daqui, mas não sei se já é tempo para tanto. A falta que senti se traduz em termos de familiaridade: sensação de já estar por dentro da cidade, sendo fagocitado, construindo-a e por ela sendo construído também. O Rio de Janeiro é esmagador, assim como Salvador também o é. Mas basta que se acostume um pouco com os calos provocados por cada cidade, e logo até deles se sentem saudades. Assim como estranhei a ausência de ladeiras fanfarronas a nos tirar o fôlego de cada subida...

15/04/2010

Silêncio é de poucos e para poucos. Precisa-se de silêncio, estima-se o silêncio. Cala-se para ouvir, cala-se para refletir.