Sobre

Pensar minha identidade sempre foi um processo doloroso. A começar pelo nome: Paulo Victor. Para alguns, sou os dois. Para outros, sou o primeiro. Há ainda quem me tenha pelo segundo. E não se podem esquecer apelidos, abreviações, diminutivos, aumentativos...

Quem você é? Assim perguntam os diversos perfis que preenchemos em Orkuts, Facebooks, Lattes e afins - ainda que não tão diretamente. Ser é algo tão duradouro que parece infinito. Estar talvez seja mais propício à vida. Você não é matéria: você está. Somos apenas energia, seja lá de qual tipo for.

Em bom português, pelo menos, as coisas não são tão simples como to be e être.

Dizer quem eu sou é complicado e, por isso, muitas vezes me calo. Por enquanto estou em Salvador, e estou como estudante de Mestrado. E isso talvez baste.

Quanto a este espaço, outrora ele serviu como um depósito de impressões cotidianas. Hoje assim serve também, mas agora sua utilidade maior talvez seja servir como um pequeno rascunho da minha memória. Porque escrever faz bem - especialmente quando se escrevem palavras.

Fica o desejo de poder, daqui a tantos anos, voltar a olhar meus próprios textos e dizer "era assim". Ou melhor: "estava assim". Que assim esteja.