Há de se compreender que feriados não são apenas institucionalizações, mas um complexo estado de espírito. Nessas situações, corpo e mente não funcionam do modo para os quais os programamos antecipadamente. "Vou fazer isso", "vou concluir aquilo", por exemplo, não passam de divagações nesses contextos. Há de se convir que guardamos uma intimista relação com aquilo que nos cerca. Não somos seres desambientados, pois: sugamos o movimento e a sensação exteriores, somos influenciáveis, moldáveis, conduzíveis, e toda nossa obstinação, toda nossa capacidade de racionalizar se perde diante da ausência de movimento lá fora.
É claro que o contrário também pode servir: ao invés de usar o feriado como um descanso, aproveitá-lo como oportunidade de adiantar nosso trabalho (e adiantar aqui serve até para todas aquelas coisas que já estão atrasadas). Mas hoje exatamente não é bem o dia pra isso. Nesse 02 de novembro, finados, me sinto mais letárgico que vívido. Ainda assim, assumo também, algumas fornadas vão sair. Ou pelo menos precisam sair.
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