Trago-a ao meu quarto, ponho-a na cama, ela se deita faceira, rola pra lá e pra cá, alegre e safada. Ela abre as pernas, deixa que eu lhe acaricie a barriga, faço cócegas, dou-lhe abraços, aperto com gosto, trago-a pra perto de mim. Deixo que me morda, às vezes tenta me roubar um beijo, às vezes consegue. Gosta de mim, e gosto de suas brincadeiras. Inquieta, gosta de passar a cabeça na cama, mal pára. E, quando pára, fica apoiada na borda, deitada de barriga pra baixo, cabeça caída, e de orelhas em pé. E basta passar alguém na direção da cozinha que ela pula, em busca de outros afagos, de outra atenção, ou em busca de comida, gulosa que é.
Ingrata.
Mas eu a adoro. Mesmo assim.
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