Em vários pontos discordo muito dela. Mas recentemente, ao discorrer suas opiniões sobre o excesso e o que dele resulta, veio à tona a frase com a qual concordo, ainda que por um viés levemente distinto: é preciso respeitar o artista. Em seu tempo, quanto à sua obra, em relação ao seu significado...
Não é novidade que a indústria cultural espreme e suga tudo do artista. E é preciso que o lucro venha no tempo mais rápido possível. O que é irônico, porque quanto maior a aceleração, maior a tendência de que a velocidade seja menor no fim da reta. Quer dizer, há um ponto ideal, na verdade, descrito no auge do gráfico de formato parabólico ou hiperbólico, sei lá, e o mesmo deve proceder com o suco que se extrai da fruta e com o dinheiro que se multiplica com a música tocada exaustivamente nas rádios. Se ultrapassamos o ritmo inicial, ou se não o atingimos em tempo hábil, então o fôlego final é pequeno.
O fato é que não é só por respeito e parcimônia, mas também e especialmente por teimosia, que não consigo gostar do último figurão ou da última banda a fazer sucesso. Não importa o quão toque bem, não importa o quão cante bem, não importa o quão sejam bons seus livros, recuso-me a consumir abobalhadamente e sem moderação aquilo que está em voga. Não é só para bancar o diferente, mas é que também preciso de tempo para degustar aquilo que mal tem sido mastigado pela maioria - ou talvez eu é que seja lerdo para enxergar a genialidade em alguns meros minutos. No fim das contas, vejo aí uma luta constante, como se todos estivessem em corrida desesperada para conseguir provar o último sabor, o mais recente recheio, a nova cobertura - o que nos remete, uma vez mais, ao ponto ideal do que tange à aceleração, às trocas de marcha e a velocidade maior a ser atingida. Dessa corrida, contudo, não participo. Percebo hoje que toda obra precisa de um tempo para ser ponderada.
03/02/2012
01/02/2012
2011: acabou
- 1 curso de língua estrangeira
- 1 estágio docente
- 3 eventos acadêmicos
- 2 artigos em revistas
- 2 artigos em livros
- 1 dissertação, 165 páginas
- 1 projeto de doutorado
- e mais 1 vida normal inteira pra tocar
Tinha momentos que eu jurava como não ia dar. Em outros momentos, jurava que não ia nunca acabar. Mas deu, acabou. 2011 se foi, com pouco mais de um mês de atraso.
Olá, 2012! Vamos lá?
- 1 estágio docente
- 3 eventos acadêmicos
- 2 artigos em revistas
- 2 artigos em livros
- 1 dissertação, 165 páginas
- 1 projeto de doutorado
- e mais 1 vida normal inteira pra tocar
Tinha momentos que eu jurava como não ia dar. Em outros momentos, jurava que não ia nunca acabar. Mas deu, acabou. 2011 se foi, com pouco mais de um mês de atraso.
Olá, 2012! Vamos lá?
31/01/2012
Cores
- Oi, bom dia. Onde fica o restaurante universitário?, perguntam-me.
- É esse prédio rosa aqui, aponto.
Certo de que rosa não era a cor. Era salmão. Mas como homem só enxerga em 16 bits, rosa ficaria sendo.
- É esse prédio rosa aqui, aponto.
Certo de que rosa não era a cor. Era salmão. Mas como homem só enxerga em 16 bits, rosa ficaria sendo.
19/12/2011
Trangressão político-gastronômica
Era um gringo desses bem a cara dos USA. Poderia se chamar John, McCoy, Edward, e poderia ser um engenheiro ou advogado aposentado e cansado das mesmices de seu país. Mas quem ele era, afinal, não é tão crucial. O que importa mesmo é que se empanturrava de McDonalds, fritas e Coke. Ali punha para dentro aquilo que encontraria em qualquer lugar do mundo. A experiência local estava perdida, parecia que pouco lhe dizia. Mas talvez estivesse descansando do acarajé, do caruru, do vatapá e das outras iguarias oriundas do dendê. Ainda assim, mesmo globalizado, estava nitidamente deslumbrado com as maravilhas da Bahia.
John, McCoy ou Edward, nosso gringo, lambuzava seu sanduíche de plástico com katchup e mostarda e comia tudo com uma voracidade animal. Em cima da melequeira que se formava, jogava a única coisa que dava gosto àquele rango: pimenta do reino moída, dessas que a gente compra no mercadinho da esquina em saquinhos baratos. E ali, o gringo de cabelos brancos e cara suada, enfrentando o calor de Salvador na praça de alimentação de um shopping qualquer, deturpando a não-culinária do sanduíche-padrão mais famoso do mundo, era a coisa mais fora do eixo que eu vi naquela tarde que antecedia a data mais consumista do nosso calendário cristão.
A cena do dia pagou tudo. Aquele gringo americanizado usando tempero não americano numa comida transnacional (mas tipicamente americana) foi a transgressão não transgressora. Acho que aquele homem não tem ideia do que fazia: não se trata de simplesmente politizar a arte de comer, numa atitude pseudoesquerdista, mas aquela mistura colocava em xeque querelas antigas entre local e global, norte e sul, dominados e dominantes, apocalípticos e integrados.
Diria que ele é um quase apocalíptico, sem nem se perceber como tal. Ingênuo, glutão e ensimesmado, apenas fazia o que queria para ter o sabor perseguido. O sanduíche era seu, a pimenta era sua, mas a dimensão política de sua mistura ultrapassou a experiência do paladar e da prática social. Quantos, afinal, fariam algo similar ao que ele fez? E quantos suportariam a ardência?
Que John, McCoy ou Edward transgrida ainda mais outros padrões, em especial os gastronômicos. Que leve tantos saquinhos de pimenta e outras delícias locais para sua terra. Que estrague os padrões de outras redes, e que cruze outras redes, que ponha tudo em movimento e em conexão. Que seja transgressor ainda que nem se saiba como tal.
John, McCoy ou Edward, nosso gringo, lambuzava seu sanduíche de plástico com katchup e mostarda e comia tudo com uma voracidade animal. Em cima da melequeira que se formava, jogava a única coisa que dava gosto àquele rango: pimenta do reino moída, dessas que a gente compra no mercadinho da esquina em saquinhos baratos. E ali, o gringo de cabelos brancos e cara suada, enfrentando o calor de Salvador na praça de alimentação de um shopping qualquer, deturpando a não-culinária do sanduíche-padrão mais famoso do mundo, era a coisa mais fora do eixo que eu vi naquela tarde que antecedia a data mais consumista do nosso calendário cristão.
A cena do dia pagou tudo. Aquele gringo americanizado usando tempero não americano numa comida transnacional (mas tipicamente americana) foi a transgressão não transgressora. Acho que aquele homem não tem ideia do que fazia: não se trata de simplesmente politizar a arte de comer, numa atitude pseudoesquerdista, mas aquela mistura colocava em xeque querelas antigas entre local e global, norte e sul, dominados e dominantes, apocalípticos e integrados.
Diria que ele é um quase apocalíptico, sem nem se perceber como tal. Ingênuo, glutão e ensimesmado, apenas fazia o que queria para ter o sabor perseguido. O sanduíche era seu, a pimenta era sua, mas a dimensão política de sua mistura ultrapassou a experiência do paladar e da prática social. Quantos, afinal, fariam algo similar ao que ele fez? E quantos suportariam a ardência?
Que John, McCoy ou Edward transgrida ainda mais outros padrões, em especial os gastronômicos. Que leve tantos saquinhos de pimenta e outras delícias locais para sua terra. Que estrague os padrões de outras redes, e que cruze outras redes, que ponha tudo em movimento e em conexão. Que seja transgressor ainda que nem se saiba como tal.
14/12/2011
Foto de costas
Gosto de fotos de costas porque:
. por vezes revelam a visão do fotografado, e não do fotógrafo.
. saem da zona do comum, do ordinário, do rotineiro.
. capturam um momento de surpresa e, não raro, parecem despir o assunto de suas possíveis máscaras.
. não possuem aquela coisa abobalhada do forçado sorriso para a câmera.
. possuem uma aura de subjetividade, intimismo e solitude muito própria.
. algumas costas são belas e, não obstante, sempre ficam renegadas ao descaso.
. por vezes revelam a visão do fotografado, e não do fotógrafo.
. saem da zona do comum, do ordinário, do rotineiro.
. capturam um momento de surpresa e, não raro, parecem despir o assunto de suas possíveis máscaras.
. não possuem aquela coisa abobalhada do forçado sorriso para a câmera.
. possuem uma aura de subjetividade, intimismo e solitude muito própria.
. algumas costas são belas e, não obstante, sempre ficam renegadas ao descaso.
01/12/2011
Suco de abacaxi
Nem só de afetos se denuncia um casal. Pois que aquele era um casal bem discreto. Ele na dele, ela na dela. Mas os indícios sempre ficam no ar, e às vezes uma pista escapa sem querer - mesmo sem mãos dadas, mesmo sem carícias. E eu, desligado a fofocas, deixo pra lá, e nem pego nada no ar.
Mas foi um suco que me encaminhou um pouco mais rumo à certeza - porque a dúvida já havia sido plantada. Um suco de abacaxi de 500ml compartilhado, 2 canudos, e o copo entre os dois. Quem compartilharia um suco senão um casal?
- Aquele menina, é namorada dele?, perguntei a alguém.
- É sim, me responderam.
- Arrá, pensei.
Mas foi um suco que me encaminhou um pouco mais rumo à certeza - porque a dúvida já havia sido plantada. Um suco de abacaxi de 500ml compartilhado, 2 canudos, e o copo entre os dois. Quem compartilharia um suco senão um casal?
- Aquele menina, é namorada dele?, perguntei a alguém.
- É sim, me responderam.
- Arrá, pensei.
23/11/2011
No que se transformam as pessoas?
No que as pessoas se tornam? Essa pergunta tem me acompanhado os últimos tempos por simplesmente me assustar diante das transformações pelas quais pessoas conhecidas a longo prazo têm passado. Acho assustador. Porque, no fundo, a vontade é que uns e outros fiquem sempre do mesmo jeito - especialmente quando fomos e desejamos retornar, e esse desejo é acompanhado de encontrar tudo, ou quase tudo, do jeito que foi deixado. Nem melhor, nem pior.
O pior é saber que as pessoas são dinâmicas, principalmente os amigos, que, em constante ebulição, mudam de emprego, de estudos, de ramos de atuação, de companheiros, gostos musicais e ambiente sociais. Mudam de opinião também, mudam de telefone, de endereço, de estado civil, de cidade e estado, às vezes até de país. Mudam a própria temporalidade, a inteligência também, mudam o jeito de ser e de se vestir, de posar para fotos, de se enquadrar e de se deixar enquadrar. Muda tudo, às vezes até o que nutria as relações - que nada é infinito, tudo precisa ser cultivado.
No que se transformam as pessoas? Complicado mesmo não é não saber essa resposta. Complicado é não saber se olhar e se perguntar: e eu, no que me transformo?
O pior é saber que as pessoas são dinâmicas, principalmente os amigos, que, em constante ebulição, mudam de emprego, de estudos, de ramos de atuação, de companheiros, gostos musicais e ambiente sociais. Mudam de opinião também, mudam de telefone, de endereço, de estado civil, de cidade e estado, às vezes até de país. Mudam a própria temporalidade, a inteligência também, mudam o jeito de ser e de se vestir, de posar para fotos, de se enquadrar e de se deixar enquadrar. Muda tudo, às vezes até o que nutria as relações - que nada é infinito, tudo precisa ser cultivado.
No que se transformam as pessoas? Complicado mesmo não é não saber essa resposta. Complicado é não saber se olhar e se perguntar: e eu, no que me transformo?
07/11/2011
Um anúncio bom
Dois anos atrás, me meti numa seleção de mestrado. Era novembro, e Salvador fazia um calor infernal. Acho que nunca havia sentido uma quentura daquela. O Ceará é um forno, é verdade, e eu até conhecia o tempo dos infernos de Sobral e Teresina. Mas sentir-se cozido ao invés de assado ou frito é outra coisa. Pois era assim que me sentia naquele úmido e calorento mês de novembro de 2009.
A sensação era de panela de pressão. Dupla, triplamente pressão. A situação era toda estressante, a tensão estava nas minhas costas sob a forma de mochila. Tudo sufocava: o medo do fracasso, o nervosismo e o calor, principalmente.
...
Dois anos se passaram e esse novembro de 2011 já não está tão quente assim. Algumas nuvens vão tampando o céu e a temperatura varia com cautela. Mas no geral, nada de calor. Tem chovido bastante, com algumas pausas aqui e acolá. Como, aliás, se a cidade toda precisasse ser lavada.
...
Amanhã é outra entrevista, agora para doutorado. É um passo grande, mas bem sei que posso dá-lo. A situação já é outra. Não só o clima mudou, como também o modo de enxergar as coisas, a confiança, as perspectivas. É engraçado encarar a transformação, o crescimento, os erros e acertos dados ao longo desses anos tão intensos.
O que eu espero de amanhã? Sinceramente, não é sorte ou coisa assim. Só espero que o tempo fique tal como está hoje, e não como há dois anos. Que não seja aquela panela de pressão fazendo bolhas brotarem da pele. Que não tenha aquele sol quente queimando os braços. Que não molhe a camisa inteira, nem faça pingos caírem da testa. Só quero o tempo como um anúncio bom.
A sensação era de panela de pressão. Dupla, triplamente pressão. A situação era toda estressante, a tensão estava nas minhas costas sob a forma de mochila. Tudo sufocava: o medo do fracasso, o nervosismo e o calor, principalmente.
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Dois anos se passaram e esse novembro de 2011 já não está tão quente assim. Algumas nuvens vão tampando o céu e a temperatura varia com cautela. Mas no geral, nada de calor. Tem chovido bastante, com algumas pausas aqui e acolá. Como, aliás, se a cidade toda precisasse ser lavada.
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Amanhã é outra entrevista, agora para doutorado. É um passo grande, mas bem sei que posso dá-lo. A situação já é outra. Não só o clima mudou, como também o modo de enxergar as coisas, a confiança, as perspectivas. É engraçado encarar a transformação, o crescimento, os erros e acertos dados ao longo desses anos tão intensos.
O que eu espero de amanhã? Sinceramente, não é sorte ou coisa assim. Só espero que o tempo fique tal como está hoje, e não como há dois anos. Que não seja aquela panela de pressão fazendo bolhas brotarem da pele. Que não tenha aquele sol quente queimando os braços. Que não molhe a camisa inteira, nem faça pingos caírem da testa. Só quero o tempo como um anúncio bom.
02/11/2011
No feriado, nem café salva
Há de se compreender que feriados não são apenas institucionalizações, mas um complexo estado de espírito. Nessas situações, corpo e mente não funcionam do modo para os quais os programamos antecipadamente. "Vou fazer isso", "vou concluir aquilo", por exemplo, não passam de divagações nesses contextos. Há de se convir que guardamos uma intimista relação com aquilo que nos cerca. Não somos seres desambientados, pois: sugamos o movimento e a sensação exteriores, somos influenciáveis, moldáveis, conduzíveis, e toda nossa obstinação, toda nossa capacidade de racionalizar se perde diante da ausência de movimento lá fora.
É claro que o contrário também pode servir: ao invés de usar o feriado como um descanso, aproveitá-lo como oportunidade de adiantar nosso trabalho (e adiantar aqui serve até para todas aquelas coisas que já estão atrasadas). Mas hoje exatamente não é bem o dia pra isso. Nesse 02 de novembro, finados, me sinto mais letárgico que vívido. Ainda assim, assumo também, algumas fornadas vão sair. Ou pelo menos precisam sair.
É claro que o contrário também pode servir: ao invés de usar o feriado como um descanso, aproveitá-lo como oportunidade de adiantar nosso trabalho (e adiantar aqui serve até para todas aquelas coisas que já estão atrasadas). Mas hoje exatamente não é bem o dia pra isso. Nesse 02 de novembro, finados, me sinto mais letárgico que vívido. Ainda assim, assumo também, algumas fornadas vão sair. Ou pelo menos precisam sair.
29/10/2011
Preparação estética
Em outro momento, dizia que nem sempre estamos preparados para algumas obras - naquele caso, livros. E o mesmo para discos? Veja que agora pergunto, não afirmo nem trato como axioma.
Apesar da incerteza, tudo indica que sim. Álbuns musicais são coisas complexas. Cresci lendo bons livros - mais por obrigação do colégio que por gosto ou influência familiar, confesso - mas não tive uma boa educação sonora. É complicado, ao menos para mim, desacelerar e ouvir discos inteiros, do começo ao fim. Fico impressionado com quem faz isso, e até sinto certa inveja de quem tem essa capacidade. Não é pra mim.
Mas a questão aqui não é tanto a ter a paciência suficiente de deixar o álbum rolar, mas de estar preparado para ele, para os artistas e para as mensagens - o que é dito, como é dito, com que intenção.
Me pego há dois dias ouvindo um disco de 12 anos atrás. O ouvi muito naquela época e, de repente, me dá na telha de ouvir agora de novo. É engraçada a obsessão repentina, porque não o faço por admiração ou gosto pela banda - não consigo, por exemplo, reconhecer grandes qualidades nela, embora não pense que essa seja uma condição para a fruição estética da obra.
O que me faz ouvir a tal obra? É uma pergunta sem respostas, tanto quanto não sei de fato se é preciso estar preparado para certos discos. Poderia, assim, dizer que precisava estar preparado àquela época - o que bem pode ser verdade. Mas essa talvez seja uma consideração muito falha. E se ainda hoje não me sinto preparado para ela?
Apesar da incerteza, tudo indica que sim. Álbuns musicais são coisas complexas. Cresci lendo bons livros - mais por obrigação do colégio que por gosto ou influência familiar, confesso - mas não tive uma boa educação sonora. É complicado, ao menos para mim, desacelerar e ouvir discos inteiros, do começo ao fim. Fico impressionado com quem faz isso, e até sinto certa inveja de quem tem essa capacidade. Não é pra mim.
Mas a questão aqui não é tanto a ter a paciência suficiente de deixar o álbum rolar, mas de estar preparado para ele, para os artistas e para as mensagens - o que é dito, como é dito, com que intenção.
Me pego há dois dias ouvindo um disco de 12 anos atrás. O ouvi muito naquela época e, de repente, me dá na telha de ouvir agora de novo. É engraçada a obsessão repentina, porque não o faço por admiração ou gosto pela banda - não consigo, por exemplo, reconhecer grandes qualidades nela, embora não pense que essa seja uma condição para a fruição estética da obra.
O que me faz ouvir a tal obra? É uma pergunta sem respostas, tanto quanto não sei de fato se é preciso estar preparado para certos discos. Poderia, assim, dizer que precisava estar preparado àquela época - o que bem pode ser verdade. Mas essa talvez seja uma consideração muito falha. E se ainda hoje não me sinto preparado para ela?
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